O que é COBOL?

O COBOL é a principal linguagem de programação utilizada no mundo financeiro dos negócios. Não é exagero dizer que o tratamento da maioria do dinheiro do mundo ocorre em códigos escritos na linguagem COBOL.

Video - O Poder do COBOL. O Poder do COBOL

O seu nome é derivado de COmmon Business Oriented Language (Linguagem Comum Orientada a Negócios), que define seu objetivo principal para uso em sistemas comerciais, financeiros e administrativos para empresas e governos.

As especificações atuais do COBOL incluem suporte a programação de orientação a objetos e outras características das linguagens modernas.

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O COBOL foi criado por um comitê de investigadores de várias instituições civis e governamentais durante o segundo semestre de 1959.  Este comitê foi denominado CODASYL (Conference on Data Systems Language) e foi formado para recomendar as diretrizes de uma linguagem para negócios. Foi constituído por membros representantes de seis fabricantes de computadores e três órgãos governamentais: Burroughs Corporation, IBM, Honeywell Labs, RCA, Sperry Rand, Sylvania Electric Products, a Força Aérea dos Estados Unidos, o David Taylor Model Basin e a Agência Nacional de Padrões (National Bureau of Standards ou NBS). 

As especificações foram inspiradas principalmente na línguagem de programação FLOW-MATIC inventada por Grace Hopper (1906-1992) conhecida como "a mãe da linguagem COBOL" e Almirante da Marinha dos Estados Unidos.

O COBOL definido na especificação original possuia excelentes capacidades de autodocumentação, bons métodos de manuseio de arquivos e excepcional modelagem de dados para a época, graças ao uso da cláusula PICTURE para especificações detalhadas de campos. Entretanto, segundo os padrões modernos de definição de linguagens de programação tinha sérias deficiências, notadamente sintaxe prolixa e falta de suporte de variáveis locais, recorrência, alocação dinâmica de memória e programação estruturada. A falta de suporte à linguagem orientada a objeto é compreensível, já que o conceito era desconhecido naquela época. 

A especificação do COBOL é redefinida de tempos em tempos para atender a críticas e as últimas definições do COBOL corrigiram muitas das deficiencias originais, acrescentando estruturas de controle melhoradas, orientação a objeto e removendo a possibilidade de codificação auto-modificável.

Embora o COBOL tenha sido proposto originalmente como solução para resolver problemas de programação do governo e das forças armadas americanas, programas COBOL continuam em uso na maioria das empresas comerciais em todo o mundo, notadamente nas instituições financeiras e em praticamente todos os sistemas operacionais, incluindo o IBM z/OS, o Microsoft Windows e a família Unix/Linux. 

A base global de código é imensa e os aplicativos, de tempos em tempos, são sujeitos a manutenção. O custo de reescrever um aplicativo COBOL, já depurado, em uma nova linguagem não justifica os benefícios que possa eventualmente trazer. 

No fim dos anos 90 o Gartner Group, uma empresa de pesquisa na área de processamento de dados, estimou que dos 300 bilhões de linhas de código-fonte existentes no mundo, 80% - ou cerca de 240 bilhões de linhas - eram em COBOL. Eles também reportaram que mais de metade dos novos aplicativos de missão crítica ainda estavam sendo desenvolvidos usando o COBOL.

Ao se aproximar o fim do século XX houve uma febre de atividade de programadores COBOL para corrigir os efeitos do bug do milênio, em certos casos em sistemas desenvolvidos por estes mesmos programadores há décadas. Este problema foi mais crítico no código COBOL porque as datas são primordiais em aplicativos comerciais, e a maioria dos aplicativos comerciais foram escritos em COBOL.

O COBOL provou ser durável e adaptável. O padrão atual do COBOL é o COBOL 2002 e suporta diversas características modernas como Unicode, geração de XML e convenção de chamadas de/para linguagens como o C, inclusão como linguagem de primeira classe em ambientes de desenvolvimento como o .NET da Microsoft e a capacidade de operar em ambientes fechados como Java (incluindo COBOL em instâncias de EJB) e acesso a qualquer base SQL.

No Brasil as áreas financeira, governo, operadoras de telecomunicações e seguros são os principais usuários do COBOL e este ainda é muito utilizado no desenvolvimento de novos programas e sistemas.

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